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Dezembro 2009

A Casa Madre Maria Clara

A Casa Madre Maria Clara (CMMC) da Congregação Religiosa Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição,  junto ao Convento de São José de Lhanguene em Chamanculo, um dos muitos bairros de Maputo. Criada em 1920 por missionárias portuguesas, só em 1998 começou a acolher raparigas que vagueavam pelas ruas de Maputo, cujos pais foram vítimas da guerra civil. Pensada para 60 crianças, e construída com o apoio da União Europeia, a CMMC  acolhe actualmente 132 crianças e jovens órfãs e vulneráveis (COV´s) com idade entre 3 e 25 anos, das quais 73 vivem em regime interno, 8 semi-interno e 51 externo.  A Irmã Isaura é a responsável máxima deste Centro de Acolhimento.
Por ter maior número de padrinhos e madrinhas e um grande número de crianças e jovens, esta é a instituição que recebe mais apoio do projecto: para além do financiamento mensal, da equipa do Ser Humano faz parte um formador e uma educadora (Ricardo e Adelina), para além da professora de Inglês e do professor de Informática. Este investimento está a dar os seus frutos: embora ainda sem resultados finais, podemos adiantar que no ano lectivo que agora termina, num universo de 62 crianças do ensino básico 55 tiveram bom aproveitamento e espera-se que transitem de ano. A propósito, a taxa de conclusão do ensino primário nas meninas da Casa Madre é de 95%, o que é particularmente significativo se tivermos em consideração os dados nacionais (42%). Das mais velhas da Casa, 5 preparam-se para os exames de admissão à faculdade, e outras 5 estão a terminar o Bacharelato. Brevemente, apresentaremos os dados definitivos sobre o desempenho escolar no ano lectivo de 2009.

E porque a vida de criança não é só estudar, nos tempos-livres as meninas ocupam o tempo livre a saltar à corda, a trançar cabelos, a ler, ou até a apanhar as maravilhosas mangas que agora começam a cair da grande mangueira da Casa Madre.

Na sala Ser Humano podem jogar jogos de computador ou até navegar na internet. Em 2010 iremos melhorar o acesso à internet na Casa Madre e aumentar o número de computadores ligados à rede, contribuindo para o cumprimento da Estratégia de Inovação da Ciência e Tecnologia de Moçambique para 2015 (MSTIS), que defende a disponibilidade omnipresente e equitativa e o uso da Ciência, Tecnologia, Inovação e TIC’s como um direito de todos os Moçambicanos para acelerar a redução da pobreza, geração de riqueza e melhoria do seu bem estar social.