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A FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) define segurança alimentar “como a situação em que todas as famílias têm acesso físico e económico à alimentação adequada para todos os seus membros, sem correr o risco de desabastecimento” (FAO, 1996). Esta definição envolve 3 dimensões: disponibilidade (oferta de alimentos suficiente para atender às necessidades da população), estabilidade (probabilidade mínima de o consumo de alimentos cair abaixo do nível adequado de abastecimento), e acesso (capacidade de produzir ou comprar os alimentos necessários).
Depois de um ano em que muito se falou de segurança alimentar, com os preços dos cereais como o arroz, milho e trigo a disparar nos mercados bolsistas, e que fez aumentar o número de pessoas subnutridas um pouco por todo o mundo, o Centro do Cenáculo lançou a campanha de arroz na machamba (terreno agrícola) da Macia. São 16 hectares de terreno com sistema de regadio, em que 6 foram utilizados para semear o arroz. Note-se que em Moçambique, a par da farinha de milho, o arroz é a base da alimentação.
O Ser Humano apoiou o Centro do Cenáculo com 350€ para a compra de sementes e aluguer de um tractor. Com este pequeno investimento espera-se obter uma produção de 4500Kg de arroz que garantirão parte das necessidades alimentares do Centro: cerca de 50Kg de arroz por semana. Por outro lado, a venda do excedente permitirá ao Centro pagar o investimento e preparar a próxima campanha.
Com a criação de galinhas e produção de ovos, a cultura do arroz, as árvores de fruto e as culturas hortícolas, o Centro do Cenáculo caminha a passos largos para a auto-suficiência alimentar, tornando-se menos susceptível à especulação sobre o preço dos alimentos. Este é um pequeno contributo para a materialização do Plano de Acção para a Produção de Alimentos de Moçambique, que visa reduzir o défice de produção de arroz no país, mas um grande passo para a instituição. |